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Diretoras querem levar documentário a estudantes PDF Imprimir E-mail
30 de abril de 2009

malu-1.jpgAs diretoras Mini Kerti e Malu Mader durante debate no Instituto de Educação Contratempo ficou em cartaz até março, mas, nem por isto, deixou de ser assistido por outros públicos,nas últimas semanas. Malu Mader e Mini Kerti têm promovido a exibição do documentário em escolas públicas e privadas da cidade, com o objetivo de levar a produção a um número maior de jovens.


Além do Instituto Superior de Educação do Rio (Iserj), as histórias os alunos do Projeto Villa-Lobinhos foram vistas na Escola Parque, no Colégio de São Bento, no Colégio Pedro II, no Sesc da Barra, entre outras escolas.

Instituições interessadas em saber se há condições de agendar uma exibição do documentário devem entrar em contato com a Video Filmes, empresa responsável pela produção.

Malu Mader disse que a intenção,inicialmente, não era a de promover sessões específicas para escolas. No entanto, em uma realizada para professores da Escola Parque, no Instituto Moreira
Salles, vários deles pediram para que a exibição também ocorresse em outras escolas onde trabalhavam.

Ela se disse muito empolgada com a proposta de mostrar o documentário nos colégios. “O filme teve boas críticas e nos deu muitas alegrias, mas ficou pouco tempo em cartaz. E sentimos
que tem uma grande comunicação com o público jovem. Por isso, estamos com muita vontade de levar o filme para as escolas, para encontrar com seu público de vocação”, disse Malu Mader.
Nas escolas pelas quais Contratempo já passou, a diretora diz que foi muito bem recebido pelos estudantes.

“A vontade que dá é ficar perambulando pelas escolas do Rio de Janeiro só apresentando o filme. É o público dele. Até por isso, acho que ficam muito empolgados”,ressaltou Malu Mader, que também sonha em poder levar o filme para comunidades carentes. Uma das possibilidades seria no Complexo do Alemão. Na mais recente exibição do filme, no Instituto de Educação, no último dia 7, também houve espaço para nostalgia. A sessão especial para alunos do instituto fazia parte das comemorações dos 129 anos da tradicional escola de formação de professores, que também foi, indiretamente,um capítulo importante da vida profissional de Malu Mader.

Na minissérie Anos Dourados, a atriz viveu uma normalista na época em que o instituto tinha prestígio e reconhecimento social. De volta ao Iserj, mais de duas décadas após de gravar a minissérie, ela diz que
é difícil comparar o quadro hoje com o dos anos 60, época da personagem que viveu em 1986.


anos-dourados-1.jpg
“O Instituto de Educação é muito conhecido pela época dos anos 50, pela formação dos normalistas, das meninas que se preparavam para serem professora, os encontros com os meninos que estudavam no Colégio Militar. Há toda uma mítica em torno destas estudantes. Hoje em dia, é um colégio que está tentando se revitalizar,recuperar esta construção tão linda e sólida”, comentou Malu Mader, que reconhece, pelo menos, uma diferença marcante: a qualidade da educação no país. “E há tantos profissionais de ensino que não são valorizados, mas que tentam continuar na Educação a duras penas. Então, é difícil comparar. É até uma coisa dura. São guerreiros que estão aqui. Quase que heróis da resistência. São pessoas que ficam na profissão por insistência, por amor puro”, comentou a atriz.

 

Folha Dirigida
14 a 20 de abril de 2009

 
“Vi a minha história no documentário”, diz aluna PDF Imprimir E-mail
30 de abril de 2009

filme-malu.jpgO documentário Contratempo foi exibido na última terça-feira, dia 7, no Instituto de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Iserj). Um auditório lotado com cerca de 500 estudantes assistiu aos depoimentos
de jovens que buscavam no aprendizado da música um meio de ultrapassar os obstáculos colocados no caminho pela vida. Esta luta por superação foi o ponto mais destacado pelos estudantes. Nascida em
uma fazenda no interior do Rio Grande do nos relatos dos alunos dramas semelhantes ao que viveu após perder os pais na infância.

Hoje, assim como os alunos do Villa-Lobinhos, ela tem seus sonhos. Após concluir a Educação de Jovens e Adultos, ela tentará ser enfermeira. “Quando cheguei ao Rio, no ano passado, não sabia ler nem escrever. Hoje, já tirei documentos e espero fazer muito mais”, disse Rita. O caso do jovem que tentou, através da música, deixar as drogas, foi o que mais chamou a atenção de Vitor Cesar da Silva,do 2° ano do curso de técnico em Informática.

“O filme mostra que a arte poderia ajudar muitos a deixarem o caminho errado”, comentou Vitor. A lição de perseverança dos participantes do Villa-Lobinhos também foi marcante para Fernanda Paes Leme, 14 anos. No 1° ano do ensino médio, a jovem diz que, do filme, ficou a mensagem de que batalhar e ter força de vontade é o início para superar qualquer dificuldade. “Não adianta ficar esperando as coisas venham. Tem de correr atrás, como o caso dos alunos que chegaram a Nova York”, salientou Fernanda.

 

“É um filme que reflete esperança”

Ao produzirem Contratempo, Malu Mader e Mini Kerti não tinham pretensão de passar lições ao público. Mas, como é comum em documentários, a realidade se impôs. E a esperança em um futuro melhor, que moveu todos a participar do Villa-Lobinhos, talvez seja o maior exemplo dado pelos entrevistados. Mesmo que nada aconteça neste sentido de um final feliz, aquela riqueza de aprender um instrumento estará sempre com eles”, disse Malu Mader.


COMO SURGIU A IDÉIA DE FAZER O DOCUMENTÁRIO?
Malu Mader — Queria dirigir um filme de ficção. Mas, uma amiga comum nos levou para assistir à formatura da primeira turma do Villa-Lobinhos, da qual eu era madrinha, e os planos tomaram outro rumo. Acabamos dirigindo este filme, por causa da proximidade com os meninos, do amor por eles e pela música.


malu-2.jpgQUAL O PRINCIPAL APRENDIZADO QUE TEVE?
É difícil falar. Particularmente, aprendi mais sobre música erudita. O pouco que sei devo a eles. Também é interessante entrar em contato com outra realidade. A vida inteira, olhamos a favela aqui de baixo e quando entramos, convivemos com eles, passamos a refletir mais sobre a forma como encaram viver ali. Não é que tenha chegado a uma grande conclusão. Até porque as coisas são móveis.
Após o documentário, aconteceu muita coisa. Tiago morreu; a Raquel, que tinha certeza e que seria spalla (primeiro-violinista de uma orquestra), engravidou e deixou de estudar violino. E as coisas continuam caminhando om sua falta de lógica.


O QUE GOSTARIA QUE OS JOVENS APRENDESSEM NO A PARTIR DO FILME?
É um filme que reflete alguma esperança, mesmo dentro de sua falta de lógica. Não procuramos passar a idéia de que, quando se dá oportunidade, tudo dará certo. Mas, mesmo que nada aconteça neste sentido de final absolutamente feliz, aquela riqueza de aprender um instrumento estará sempre com eles. Mesmo nos piores casos, como o do Tiago, que saiu do projeto por causa de drogas, vivia um momento trágico após três nternações, quando o entrevistamos, tinha um violãozinho com ele.

QUAL A SUA LEITURA SOBRE ESTE MOMENTO?
A música sempre funcionou para mim como uma oração e sempre suspeitei que, para eles, também. E o Tiago deixa isto claro. Para ele, funcionava como um remédio, como algo que acalma. Qualquer pessoa que tenha capacidade e apreciar música, seja erudita, popular, rock, sabe que ela tem a capacidade de mudar nosso estado de espírito.

 

 
Professores dão sua opnião sobre o Filme exibido no ISERJ PDF Imprimir E-mail
30 de abril de 2009

A música é um fator de inclusão social?


patricia-ferreira.jpg“A principal mensagem deste documentário é que, a inclusão é possível,se todos tiverem oportunidade de acesso à cultura e à Educação.Permitir este acesso às populações carentes pode ser um dos caminhos para o fortalecimento da cidadania.E como a música é uma linguagem universal, tem tudo a ver com nosso trabalho deve estar ao lado da Educação.”
Patrícia Ferreira de Abreu, professora do 1°ciclo da Educação de Jovens e Adultos do Iserj



 

 

 

 

 

luis-sergio.jpg

 

“Sem dúvida alguma. Por isto, que a arte deve ser inserida em todo o processo educacional. É através dela que os estudantes podem desenvolver suas capacidades e habilidades. Daí a necessidade de a música, o teatro, a pintura, e outras formas de arte estarem presentes no cotidiano dos estudantes, da Educação Infantil ao ensino médio,para uma formação ampla.”
Luis Sergio Moura Fé, diretor do CAp-Iserj 

 

 

 

 

 

 

 

tiago-gaita.jpg“Acho que a inclusão através da arte é possível. E o filme mostra bem isto. Me chamou a atenção o interesse dos jovens em aprender a tocar os instrumentos e, com isto, abrir um novo caminho para suas vidas. Alguns me pareciam ser de comunidades carentes,que possivelmente tinham a vida perdida, Com o projeto social, porém, passaram a ter outra perspectiva.”
Tiago Amancio (Tiago da Gaita), professor de música do Iserj

 
ISERJ 129 anos PDF Imprimir E-mail
02 de abril de 2009
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